17.4.14

Memórias de uma Gueixa

Gente, que livro maravilhosooo!
Não sei como eu o deixei guardado na estante por tanto tempo!! O.O

Desde que assisti ao filme, apaixonei-me! Pois, sou fascinada pela cultura japonesa!
Ao ler o livro então… Nem se fala! Uauu!


Em Memórias de uma Gueixa, de Arthur Golden, conhecemos Nitta Sayuri, uma japonesa que se tornou uma famosa gueixa.
Sayuri, agora idosa, decide que chegou o momento de narrar a um escritor suas memórias. E é assim que começamos a conhecer a sua história e também a acompanhar a trajetória de uma linda menina chamada Chiyo...

Chiyo era uma humilde menina japonesa, de olhos acinzentados, como a cor do mar, que vivia em um pequeno vilarejo com seu pai, sua irmã e com a mãe portadora de câncer.
Chiyo tinha uma infância feliz ao lado da família. Viviam com dificuldades financeiras e sofriam devido à doença da mãe, que piorava a cada dia. Porém, mesmo com esses problemas, Chiyo conseguia levar um infância tranquila e repleta de pequenas aventuras diárias. Mas, quando ela completa nove anos, tudo muda. O pai - sem dó nem piedade - a vende juntamente com sua irmã a um industriário local. E, então, Chiyo passa a viver longe de sua família, da sua terra e de tudo aquilo que estava acostumada em sua curta vida.

O destino das meninas não é nada fácil! Não bastando o sofrimento por terem sido vendidas pelo próprio pai, são separadas após a venda. Cada uma vai parar em um ponto diferente do Japão. Chiyo vai para Kyoto morar em uma casa de gueixas (Okya) e fica sem contato algum com a irmã. Fica, inclusive, sem saber para onde ela foi levada.
No entanto, Chiyo é persistente... E não medirá esforços para reencontrar a irmã.

A partir de então, Chiyo começa a realizar diversas fugas da casa das gueixas para atingir o seu objetivo. Além disso, quer aproveitar a oportunidade para, quem sabe, se tiver sorte, se livrar para sempre das garras de Hatsumomo.


Hatsumomo é a principal gueixa do Okya, onde Chyo mora, que não pensa duas vezes antes de maltratar a menina. A humilha, a explora, a agride verbalmente e fisicamente. Chiyo sofre anos nas mãos de Hatsumomo e de suas perversas armadilhas.

Mas, o tempo passa e Chiyo cresce... Aos dozes anos, começa a se tornar uma linda moça e a chamar atenção na cidade. Aos poucos, ela amadurece e começa a se dar conta que as suas constantes fugas só a prejudicam e que, se continuar agindo dessa forma, nunca terá a oportunidade de ser dona do seu próprio nariz. Portanto, decide que chegou a hora de aceitar o seu destino - tornar-se uma gueixa.

“Nós não nos tornamos gueixas porque queremos que nossas vidas sejam felizes, nós nos tornamos gueixas porque não temos escolha.”

Mas transformar uma simples menina camponesa em uma habilidosa gueixa não é nada fácil! É um caminho árduo, dolorido, de muito treino e estudo. E para isso Chiyo contará com a ajuda de Mameha, uma importante gueixa de outro Okya, que fica compadecida com a história da menina e a vê como alguém de muito potencial que poderá ter muitas conquistas na vida!

Sendo assim, Chiyo passa a ser treinada diariamente... E, aos dezoito anos, começa a ser conhecida oficialmente como Nitta Sayuri.


O livro é magnífico! Bem escrito, detalhado, com uma riqueza imensa quanto ao universo das gueixas e da cultura japonesa. A forma de o autor escrever é tão verossímil que, por diversas vezes fiquei questionando-me - e até pesquisei na internet - quanto à veracidade da história.
Diz o autor, que é ficção... E que as personagens criadas foram inspiradas em diversas gueixas, mas em nenhuma em específico. Contudo, não sei se acredito nele... :p

Os personagens são muito bem desenvolvidos e a trama é linda e emocionante. Além disso, possui uma bela história de amor como pano de fundo.
Não vou entrar em muitos detalhes para não revelar muito a trama… E muita gente já a conhece através do filme - que é uma adaptação maravilhosa!

O único ponto que achei negativo foi um certo “lambe lambe” com relação aos americanos. Achei completamente desnecessário!
Os caras jogam bombas atômicas no Japão, após a guerra ter sido encerrada, ferram com a vida dos japoneses (desculpem-me o termo, mas não encontrei outro melhor), as cidades ficam dizimadas,  as casas de gueixas praticamente deixam de existir, o povo passa fome, milhares de pessoas inocentes são mortas e, as que ficam vivas, desenvolvem diversos tipos de canceres, doenças de pele, etc., e a personagem tem a cara dura de dizer eles são bonzinhos?! Ahh, fala sério! A meu ver, o autor pecou feio quanto a isso... Chiyo mostrou-se bastante indignada e triste quanto a tudo isso que ocorreu em seu país. Então, a parte em que ela fala de forma extremamente positiva sobre os americanos, não combina nem um pouco com a história!

Enfim... Mesmo com esse irritante deslize, achei o livro muito bom! E entrou para os meus favoritos! \o/


Apaixonei-me pelas gueixas! Principalmente por Chiyo, que passa por muito sofrimento, mas que cresce e aprende a ser alguém forte perante às adversidades da vida. Parabéns ao autor por esta obra magnifica! * Apesar da apologia aos americanos... :p

Super indico!!

Avaliação:


Skoob:

Sinopse:
"Memórias de uma Gueixa" é um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem. Seu relato tem início numa vila pobre de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos é tirada de casa e vendida como escrava. Pouco a pouco, vamos acompanhar sua transformação pelas artes da dança e da música, do vestuário e da maquilagem; e a educação para detalhes como a maneira de servir saquê revelando apenas um ponto do lado interno do pulso - armas e mais armas para as batalhas pela atenção dos homens. Mas a Segunda Guerra Mundial força o fechamento das casas de gueixas e Sayuri vê-se forçada a se reinventar em outros termos, em outras paisagens.

Bom feriadão de Páscoa pessoal!! Uhuuu!
Aproveitem para ler bastante! :D

12.4.14

Promoção Livros y Viagens e parceiros!

Oi gente!

Hoje vai começar mais uma mega promoção aqui no blog!\o/

O blog Livros y Viagens está completando dois anos de vida! E, para comemorar, reuniu diversos blogs para criar uma super promoção de aniversário para vocês!

O ganhador levará para casa um kit recheado de livros!!

Então está esperando o quê?! Bora a participar!!!!



Regras:

  • Residir em território nacional;
  • Cumprir a regras obrigatórias de cada formulário;
  • Seguir as fanpages e os blogs de forma pública para que as entradas possam ser conferidas;
  • O vencedor deverá responder ao e-mail confirmando seus dados em até 3 dias. Caso isso não ocorra o sorteio será refeito;
  • O prêmio será enviado em até 45 dias após o resultado;
  • A promoção é válida até o dia 13/05 e o resultado sairá em até 10 dias - após o término da promoção;
  • Cada pessoa sorteada só poderá ganhar uma vez, para que assim o máximo de leitores seja premiado.

BOA SORTE!!!

9.4.14

Poética - Ana Cristina Cesar

A Gisele do blog Sortimento passou-me uma tag interessante, pois incentiva a leitura de poemas.

Não costumo participar de tags, porque estava postando no blog com uma frequência reduzida. Então dava prioridade às resenhas. Mas, como agora estou por aqui mais seguido, posso dar-me ao luxo de participar desses pequenos desafios. \o/

A tag Desafio Poemas consiste na publicação de um poema em seu blog. O poema não precisa ser escrito por você. O blog indicado a participar do desafio, precisa indicar mais cinco blogs.

Não sou uma leitora assídua de poemas e poesias, mas uma autora que achei muito interessante foi a brasileira Ana Cristina Cesar.



Ana Cristina Cesar foi uma poetisa e tradutora brasileira que nasceu no Rio de Janeiro em 1952 e faleceu em 1983 (cometeu suicídio). A autora é considerada um dos principais nomes da geração mimeógrafo da década de 1970, e tem o seu nome muitas vezes vinculado ao movimento de Poesia Marginal.

A editora Companhia das Letras publicou há poucos meses um livro muito bacana chamado Poética, que contém uma imensa coleção de poemas da autora.
Nesta edição, você encontra uma coleção de livros publicados da autora, bem como desenhos e trechos de seus diários. É muito interessante!


O capricho da editora não tem igual! Você se encanta com o livro!
Dentre os poemas, gostei de um curtindo para o Desafio Poemas. Segue abaixo:


Tenho uma folha branca
                              e limpa à minha espera:
mudo convite

tenho uma cama branca
                             e limpa à minha espera:
mudo convite

tenho uma vida branca
                            e limpa à minha espera:

(05/02/1969)

Então, se você curte esse tipo de leitura, Poética é um belo livro!
Se você quiser saber mais a respeito, leia a sinopse abaixo e um trecho da obra no site da Companhia das Letras.


Sinopse:
Ana Cristina Cesar deixou em sua breve passagem pela literatura brasileira do século XX uma marca indelével. Tornou-se uma das mais importantes representantes da poesia marginal que florescia na década de 1970, justamente pela singularidade que a distanciava das 'leis do grupo'. Criou uma dicção muito própria, que conjugava a prosa e a poesia, o pop e a alta literatura, o íntimo e o universal, o masculino e o feminino - pois a mulher moderna e liberta, capaz de falar abertamente de seu corpo e de sua sexualidade, derramava-se numa delicadeza que podia conflitar, na visão dos desavisados, com o feminismo enérgico, característico da época. Entre fragmentos de diário, cartas fictícias, cadernos de viagem, sumários arrojados, textos em prosa e poemas líricos, Ana Cristina fascinava e seduzia seus interlocutores, num permanente jogo de velar e desvelar. 'Cenas de abril', 'Correspondência completa', 'Luvas de pelica', 'A teus pés', 'Inéditos e dispersos', 'Antigos e soltos' - livros fora de catálogo há décadas estão agora novamente disponíveis ao público leitor, enriquecidos por uma seção de poemas inéditos, um posfácio de Viviana Bosi e um farto apêndice. A curadoria editorial e a apresentação couberam ao também poeta, grande amigo e depositário, por muitos anos, dos escritos da carioca, Armando Freitas Filho. Esta obra reúne os volumes independentes do começo da carreira aos livros póstumos da autora.

Skoob:

Quanto aos bloqueios indicados ao desafio, não deixarei para ninguém em específico. Mas, sim, para todos aqueles que passarem por aqui e lerem este post.

O Desafio está lançado! Vai topar? :D

8.4.14

É preciso mudar!

Sabe quando você está passando por um processo de mudança em sua vida, daqueles que dá vontade de mudar tudo de verdade?

É exatamente isso que está acontecendo comigo. Estou me livrando de tudo o que estava me dando dor de cabeça e adicionando outras que me trarão melhores frutos a longo prazo.

“Quando chega a hora, precisa saltar sem hesitar." Filme: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

E, dentro de todo esse processo de mudança, também está o blog!

A primeira mudança, que vocês devem ter notado, foi a diminuição de editoras parceiras. Eu simplesmente cansei de ficar lendo um monte de lançamentos - que são extremamente fracos em sua maioria. Estou em uma fase em que quero ler livros de qualidade e de autores de renome. É claro que vou ler "abobrinhas" de vez em quando para aliviar a mente... :p Mas o meu foco agora é outro.
Sem falar que eu não aguentava mais ver os meus autores preferidos, como o Stephen King, a Isabel Allende, o José Saramago, o Jostein Gaarder, a Marion Zimmer Bradley, o Gabriel García Marquez, e tantos outros, guardados na estante. Como a gente recebe muitos livros das editoras parceiras, precisa correr contra o tempo para ler tudo, postar resenha e blá, blá, blá. Enquanto isso, os seus livros ficam eternamente parados na estante - aguardando na fila do esquecimento para serem lidos. Além disso, como eu havia falado no post anterior, também quero ler mais livros nacionais. Sem falar nos clássicos!! Enfim, preciso ler muitooo! Então chega de tanto lançamento em minha vida!! Tá bom, tá bom... Se for um mega lançamento, eu prometo que abro mão dessa minha teoria e concedo uma exceção. :p

Outro "pequeno detalhe" que, possivelmente, vocês observaram foi o novo visual do blog.
O layout anterior, apesar de muito bonito, era muito colorido. Isso fez com que eu enjoasse dele rapidinho. E este faz mais o meu estilo... mais adulto e clean.

Enfim... É tempo de mudanças. Se são ou serão válidas... Só o tempo para dizer.

Como dizia Gandhi em uma frase que adoro:


"Seja e mudança que você quer ver no mundo."


E que venham novos ventos!





3.4.14

Nu, de Botas

Tenho uma nova meta literária para este ano: ler mais livros nacionais!

Fiquei apavorada quando, através da Retrospectiva Literária, notei que havia lido apenas um livro nacional durante o ano. O.o Isso é inadmissível! A gente perde tanto tempo com livros "meia boca" de escritores estrangeiros e deixa de ler diversas obras de autores brasileiros consagrados.

Num dia desses, organizando a minha estante, deparei-me com Gabriela Cravo e Canela, do Jorge Amado, A Paixão Segundo G.H., da Clarice Lispector, 1808, do Laurentino Gomes e até mesmo o grande livro de fantasia A Batalha do Apocalipse, do Eduardo Sphor! Todos esses livros comprei há mais de um ano e - pasmem! - nenhum deles foi lido ainda. E o pior é que são livros que eu tenho muitaaa vontade de ler!

Então resolvi colocar um ponto final nesse lance de perder tempo lendo vários lançamentos que, cá entre nós, são umas bombas na maioria das vezes. A partir de agora, vou dar preferência aos livros que estão na minha estante e aumentar o número de livros nacionais lidos no ano.

E, para colocar o meu plano em prática, selecionei para ler Nu, de Botas, do Antonio Prata, publicado pela Companhia das Letras. Posso dizer que não me arrependi nem um pouco com a minha escolha! Pois, o livro é bom demais! Uma leitura leve, divertida, sensível e lotada de pitadas de humor inteligente.

Os paulistanos, provavelmente, já ouviram falar no autor. Prata possui uma coluna no jornal Folha de São Paulo onde delicia os leitores com suas crônicas.

Em Nu, de botas, o autor nos faz viajar por um mundo visto pelo ponto de vista de uma criança. Essa criança é ele próprio que inicia o livro com três anos e termina entre os oito/dez anos. Prata narra com delicadeza o universo repleto de novidades e de situações bizarras pelas quais passamos no decorrer da nossa infância.

É impossível você não sentir uma sensação nostálgica ao relembrar das brincadeiras e descobertas, bem como a época de escola e o papel desempenhado pela família.

Eu ri pra caramba durante a leitura! E emocionei-me em alguns trechos.
Prata conduz o leitor com maestria entre os capítulos e deixa aquele famoso gostinho de quero mais!

Enfim... Se você está com vontade de ler algo leve, divertido e, ao mesmo tempo, sensível, Nu, de Botas é uma boa pedida!  Super indico!

* Confira mais detalhes sobre a obra na sinopse. ;)

Avaliação:



Skoob:
http://www.skoob.com.br/livro/352196-nu-de-botas

Sinopse:
Em Nu, de botas, Antonio Prata revisita as passagens mais marcantes de sua infância. As memórias são iluminações sobre os primeiros anos de vida do autor, narradas com a precisão e o humor a que seus milhares de leitores já se habituaram na Folha de S.Paulo, jornal em que Prata escreve semanalmente desde 2010. Aos 36 anos, Prata é o cronista de maior destaque de sua geração e um dos maiores do país. São de sua lavra alguns bordões que já se tornaram populares - como “meio intelectual, meio de esquerda”, título de seu livro anterior e de um seus textos mais célebres -, bem como algumas das passagens mais bem-humoradas da novela global Avenida Brasil, em que atuou como colaborador de João Emanuel Carneiro. Prata também é um dos integrantes da edição Os melhores jovens escritores brasileiros, da revista inglesa Granta. As primeiras lembranças no quintal de casa, os amigos da vila, as férias na praia, o divórcio dos pais, o cometa Halley, Bozo e os desenhos animados da tevê, a primeira paixão, o sexo descoberto nas revistas pornográficas - toda a educação sentimental de um paulistano de classe média nascido nos anos 1970 aparece em Nu, de botas. O que chama a atenção, contudo, é a peculiaridade do olhar. Os textos não são memórias do adulto que olha para trás e revê sua trajetória com nostalgia ou distanciamento. Ao contrário, o autor retrocede ao ponto de vista da criança, que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular - cômico, misterioso, lírico, encantado.

Até a próxima! E leiam mais nacionais!!
Nada de ficar "lambendo" os estrangeiros! :p

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